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Sarah (a filha do banqueiro) |
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... há uma garota deitada do lado esquerdo, aparece nua, de frente evidentemente, pois se distingue claramente o bico dos seios e a penugem escura do sexo; suas pernas ligeiramente dobradas, sobre a esquerda, cujo joelho aponta para adiante, no nível do chão; o pé direito cruzado por cima do outro, tornozelos juntos, amarrados, segundo o eu se presume, do mesmo modo que os pulsos, voltados para trás das costas, como parece que costumam fazer, pois que os dois braços somem atrás do busto; o esquerdo debaixo do ombro e o direito reto até o cotovelo... O rosto atirado para trás, banhando nas vagas ondulantes de uma abundante cabeleira de cor muito escura, caída em desordem sobre a laje... a boca, com efeito, que conserva longo tempo a mesma posição muito aberta, deve, sobretudo, achar-se distendida por uma espécie de amordaça : alguma peça de ‘lingerie' negra empurrada entre seus lábios... pp. 2 ... está lá uma garota que jaz sobre o assoalho, amordaçada e fortemente amarrada. Dada a cor da pele e a cabeleira longa, abundante, lisa, farta e brilhante, de um negro azulado, deve tratar-se de uma mestiça possuidora de boa parte de sangue indiano... ela tem as mãos atadas às costas e meio ocultas nessa posição. Seus cabelos estãos presos, uma mecha por cima da outra, através de grossas cordas que se enrolam em seguida, muitas vezes, em torno das longas pernas ligeiramente dobradas, apertando e levantando o ventre e as ancas. Depois prendendo juntos os braços e o peito por muitas espirais entrecruzadas, tão apertadas que mostram as depressões profundas nas carnes causadas pela corda, nos lugares mais sensíveis: os seios, a cintura, as coxas. Houvera luta, evidentemente, ou, em todo o caso, de ter-ser debatido depois da captura, pois seu vestido vermelho está em grande desordem, agora imobilizado também pelas cordas. A saia muito curta, é verdade, levantada de um lado até a altura do sexo, descobrindo assim uma grande zona de pele nua de cima a baixo toda marcada, enquanto que o corpete foi barbaramente rasgado num dos ombros, cuja carne inchada brilha à luz que cai de uma alta lâmpada de abajur chinês, em cima da mesa próxima... pp. 55 ...É ele, sem dúvida, o homem do jaleco, cuja seringa conteria então o soro da verdade, que ele prepararia em desespeo de causa, par a injetar-lhe bem no alto da coxa, e com isso acabou de desnudar completamente a carne tenra acabando com cordas por cima do vestido... mas o que mais me impressiona, é que a forma de contorno como o e de uma mancha de tinta, que aparece no soalho não é uma luva de mulher como eu havia pensado antes, mas uma enorme aranha de patas que se ditige parabro nu e o pescoço da prisioneira. Esse monstro faz parte da experiência, ou representa um papel à parte, não tendo ninguém notado sua presença ? ... pp. 58 |
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